domingo, dezembro 23, 2012

Clockwork Boys em banda desenhada ( brevemente)

* IMAGEM DO 1º ESBOÇO

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sábado, dezembro 22, 2012

Tony Carreira e os Clockwork Boys desejam-vos boas festas!!!

 
* Foto tirada ontem nos estúdios da RTP durante a gravação da entrevista aos Clockwork Boys na Antena 3 para o programa Portugália da autoria de Henrique Amaro.

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quinta-feira, dezembro 20, 2012

Entrevista póstuma a Marquês, vocalista dos Avô Varejeira ( Punk Rock do Alentejo )


1. Podes-nos contar um pouco acerca da longa história da banda, sei que começaram ainda muito jovens em 1989 e que duraram várias décadas, mas muita gente não sabe ou conhece mais coisas acerca da banda.

Bem não se pode dizer que temos uma longa história, pelo contrário.
Começámos muito cedo sim, com 13 ou 14 anos de idade queriamos era fazer barulho e berrar e era isso que faziamos. Durámos até 92, ano em que demos o "último" concerto.
Depois o Avô Varejeira ressucitou em 2008 ao aceitar um convite feito pelo Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre para um concerto de reunião da banda. 

A banda esteve activa mais dois anos. Demos 4 concertos acho eu.
O Avô Varejeira raramente saiu de casa para tocar noutros palcos. Éramos um grupo de amigos todos do mesmo bairro.
Tocávamos para os amigos e para quem nos quisesse aturar, e nunca partimos para uma postura mais profissional ou mais séria. Com a reunião em 2008 conseguimos atingir um nível melhor musicalmente, porque houve de facto investimento da banda, mas acabámos por nos dissolver.

2. Porquê na altura a escolha do nome  Avô Varejeira ?

Andava à procura de um nome para a banda porque estávamos fartos do nome que tínhamos antes ( Sulfamidas ) que até é bem fixe. (nota de editor: concordo).

Até que um dia, estava a folhear o Blitz - uma das coisas que gramava no jornal era ler sobre as bandas que existiam por esse país fora na altura - e então achei piada ao nome de uma banda que se chamava Pai Melga. Avô Varejeira surgiu como uma espécie de "superlativo".

3. Quais eram as vossas principais influências músicais?

Na altura o pessoal curtia o punk em português: Veneno dos Peste & Sida, Xutos, Mata-Ratos... e o british dos Sex Pistols aos Toy Dolls e Exploited. Depois apareceu a cena hardcore com D.R.I., Suicidal Tendencies, e o boom dos Censurados.
Éramos putos e andávamos na onda. Hoje, acho que musicalmente muita coisa boa me passou ao lado na altura mas pronto, faz parte. A música tinha de ser agressiva...

4. Quais os principais assuntos abordados nas vossas letras e quais os teus temas preferidos dos Avô Varejeira? 

Os temas abordados são a crítica e sátira social. Ás vezes ganha contornos mais políticos outras vezes é mais a vivência e a experiência humana que está em foco. Também se abordam ambientes fictícios série B e comics como o próprio Avô Varejeira sugere. Os meus temas preferidos... não sei... "odeio o teu mundo", "sem rei nem rock", "o cicerone", "jaime C." .... sei lá já nem me lembro das músicas eheh.

5. Chegaram a editar nos primórdios da banda algum material mais antigo?                                  Que material têm editado até aos dias de hoje? 


Nunca editámos nada oficialmente. Eu fiz um DVD do concerto de 2008, fiz outro do de 2010 que nao cheguei a divulgar.
Também fiz e pu
z a circular um DVD com o concerto de 92 onde se pode ver bem "o que" nós éramos na altura e o ambiente.
O concerto de 92 foi filmado em VHS e é uma preciosidade enquanto registo histórico - enfim nós não tocávamos grande coisa mas é engraçado ver.

6. A banda terminou actividade recentemente, mas fica-se com a ideia de que a banda deixou um grande legado, sobretudo na vossa região do Alentejo, partilhas da mesma opinião?

"Grande legado" acho que é puxado, mas criámos, ou melhor, criou-se, uma certa mitologia à volta do nosso nome. Se calhar devido a termos começado muito cedo e termos ganho a simpatia do público portalegrense . Depois já sabemos que efeito causa o "desaparecimento" prematuro.... eheh

8. Que novos projectos tens acompanhado? Existem por aí pela vossa terra algumas bandas novas que aches que merecem divulgação?

Sempre houve aqui bandas, não muitas, mas sempre houve. Estamos a falar da capital de distrito mais "atrasada" da Europa e de um meio relativamente fechado ao exterior - refiro-me aos acessos - é difícil cá chegar e é difícil sair para quem não tem transporte próprio. Neste momento há uma boa diversidade de estilos musicais a serem praticados pelos jovens aqui da terra e o pessoal até se esforça e tem gosto nas cenas que faz e se antes achava que havia um bocado falta de cultura musical, hoje acho que há bastante mais e que se leva as coisas mais a sério.
Dentro do punk temos os Skina Carroça que tocam um punk sujo e cru que é mais do meu agrado. Estes putos, os Skina têm 2 ou 3 malhas muito boas. Muito orelhudas como "faca no pescoço" e "pirata punk". se procurares no Youtube és capaz de encontrar ( nota de editor: sim conheço bem, já publicámos o vídeo deles aqui no blog e conheço o João Delicado).

9. Vocês foram uma banda que ia atrás das coisas, nao ficavam parados à espera que as coisas acontecessem, e a ideia que tenho é que o vosso material é todo auto-editado por vocês, estou certo?

Sim estás certo. É o D.I.Y. levado ao extremo. eheheh

10. Haverá a possibilidade futura de vir a acontecer um outro concerto de reunião da banda?

Bom, não quero fazer futurologia, mas não será fácil voltar a reunir os Varejeiras. 

É mais provável que eu apareça a tocar com amigos algum ou outro tema dos Varejeiras e temas novos que ando sempre a compor. Agora ando a ensaiar umas coisas com pessoal também dentro do "cantado em português" mas é muito mais abrangente em termos de estilos musicais, desde o popular ao folk punk blues passando pela canção ligeira.

11. Palavras Finais ( caso queiram acrescentar alguma cena) :

Opa, obrigado pelo interesse e pela atenção.
Realmente gostava de tocar convosco. Talvez um dia, nunca se sabe.
Eu se conseguisse um meio de substência num lugar com mais músicos e música e diversão ia já fazer as malas mas tenho de trabalhar para pagar uma renda, por isso deixo-me estar.
Mais uma vez obrigado pela atenção e interesse. Um grande abraço ( nota de editor: outro grande abraço e boa sorte nos novos projectos musicais.  Fica combinado um copo um dia destes).


http://www.facebook.com/pages/AV%C3%94-VAREJEIRA/122715434424040?fref=ts

( link da página de facebook da banda)

Fiquem com um vídeo ao vivo  no Centro de artes e espectáculos de Portalegre :


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segunda-feira, novembro 26, 2012

Entrevista aos RAIVA ( Streetpunk da Ilha da Madeira)

Os Raiva foram um projecto musical streetpunk nascido no arquipélago da Madeira, hoje em dia inactivo mas chegou a gravar algum material.
Fica aqui uma entrevista com o baterista deles ( Paulo Podre) para o nosso blog a título póstumo.


1- Podes-nos contar um pouco acerca da história da banda e como tudo começou?


A banda, como ideia, começou nos fins de 2006, inicio de 2007 quando Eu (Paulo Podre) e o Solano nos juntamos numa tasca do Funchal e mostrámos interesse em manter vivo o punk rock underground.
Já nos conhecíamos há alguns anos e basicamente, sentíamos o mesmo em relação ao mundo.
Ambos tivemos outros projectos musicais antes mas nunca nada dentro do punk. E foi o início.
Foi difícil, pois aqui na ilha da Madeira impera o género Metal na cena underground e quase ninguém está interessado em tocar acordes básicos e crús. Conseguir juntar o resto da banda foi uma aventura. Puxei o Zé para a banda, numa conversa na mesma tasca e depois consegui convencer um baixista, o Márcio (ex-Incógnita) a entrar na nossa cena.
Mais tarde, á custa de muitos copos, convencemos o Bruno a ser o segundo guitarrista da banda e pronto.
Tínhamos a primeira formação. Solano na voz, Zé na guitarra, Bruno na Guitarra,Márcio no Baixo e Paulo Podre na bateria.
Depois dos primeiros concertos e do primeiro album DIY, tivemos alguns problemas por causa das letras. Vivemos numa ilha pequena e parece que não se pode andar praqui a falar mal do Presidente desta merda...
Ninguém nos deixava tocar em lado nenhum, apenas o OLD BAR chamava pela gente e houve mais umas pressões e chatices, então o Márcio e o Bruno decidiram abandonar a banda.
Começamos à procura de novo baixista, experimentámos alguns até aparecer o Orlando, que encaixou perfeitamente.
Chamámos o amigo Valter para a segunda guitarra e voltámos em força.

2- Como surgiu a ideia do nome da banda e quais eram as vossas influências musicais ?

O nome da banda surgiu na tasca, tal como a banda em si. 

Numa conversa com um amigo xibei-me que tinhamos um projecto punk a nascer, ao qual respondeu "Dêm-lhe com raiva!". Foi instantâneo. Agarrei num telefone, telefonei ao Solano e disse-lhe "temos nome para a banda! É "RAIVA!!!".
Todos concordaram. E foi o que fizemos. Influências foi tudo o que é punk, algum metal e a merda do mundo que nos rodeia. Acho que a merda do mundo que nos rodeia foi e ainda é a maior influência.

3- Na Madeira existem mais bandas dentro do vosso género, ou poder-se-á afirmar que vocês foram em parte pioneiros da cena punk rock daí?

Não existe nem nunca existiu. RAIVA! é a primeira banda punk que a ilha viu. Até foi bom, porque a "xapada" foi maior.

4- Para quem não vos conhece que material têm editado até agora?

Fizemos 2 albuns, o "Jardim de cimento" e este último "Chega!".
Ambos são DIY e gratuitos. RAIVA nunca ganhou dinheiro. Sempre tocámos em bares a custo de bebidas à borla e tudo o que gravámos é para o mundo ouvir. Participámos também em algumas compilações com algumas músicas.
 

5- A vossa banda terminou devido ao vosso vocalista ter emigrado, não têm vontade de continuar com o legado dos Raiva ou de iniciar um novo projecto?

RAIVA não acabou. Nunca irá acabar! A RAIVA não morre. Está adormecida, a encher o peito e qualquer dia rebenta com mais força.
 

6- Que novos projectos tens acompanhado, existem por aí pela vossa terra algumas bandas novas que aches que mereçam divulgação?

Dentro da cena Punk, com muita pena minha, não apareceu mais nenhum projecto aqui na ilha. 

Se calhar dissemos tudo o se pode dizer e a malta está á espera de ouvir mais...
 

7- Chegaram em alguma ocasião a vir tocar aqui no Continente, ou a distância nunca tornou isso possível?
Nunca fomos tocar aí. Tivemos vários convites, os quais sempre quisémos aceitar, mas a situação dos membros da banda não permitiu.
As viagens de avião são caras e, como já disse, RAIVA nunca fez qualquer dinheiro a tocar, por isso, os trocos que arranjávamos só chegavam para as cervejas.
 

8- Vocês continuam activos noutras cenas e sei que um de vocês é o autor por detrás das bandas desenhadas do «Podre o errante», mais algum de vocês está ligado a algum projecto artistíco?

O Zé tem um projecto dentro da cena Metal muito bom, os Altar of Pain. 

Têm tido boas críticas e espero que se dêem bem.
O Solano nas terras de sua majestade parece que também anda a dar uns acordes numa banda punk mas não sei mais que isso. O "Podre, o errante" é a minha maneira de continuar a chatear o mundo enquanto a RAIVA está adormecida.
 

9- Palavras Finais á vossa vontade (insultem, gritem, mandem tudo pro caralho, etc etc) :

Pá, a maneira como o mundo está dá-nos razão a todos!
Sempre tivemos razão e a situção mundial é a prova disso.
Que se juntem mais bandas, que venham mais gritos, que se façam revoluções, que se parta tudo!
Somos muitos e somos bons!....
PUNK'S NOT DEAD!!!






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segunda-feira, novembro 19, 2012

Reportagem sobre o Festival InvictOi!

Sexta feira passada no dia 9 de Novembro, foi dia de romaria à Invicta para assistir ao festival de streepunk InvictOi!, um evento que reunia bandas como Clockwork Boys, Facção Opposta e Albert Fish bandas oriúndas de Lisboa, Grito! do Porto e Asas da Vingança oriúndos de Faro. 
A abertura de portas estava marcada para as 21h00 e o começo do festival para as 21h30. 
Quando chegámos ao novo Hard Club situado no mercado Ferreira Borges, já se vislumbravam algumas pessoas mas nada que levasse a crer que seria uma noite de enchente a relembrar velhos tempos. Punks, Skins, Mods, Casuals,Metaleiros,Rockers,Headbangers,Skaters etc, apareceram no Hard Club para uma festa que se previa de arromba (assim foi). 21h30 e sobe ao palco a primeira banda, os Asas da Vingança, banda que mistura o Oi! mais tradicional com alguns laivos do hardcore americano. Nota-se bem a influência dos americanos Iron Cross, banda que até versionam, pois ouviu-se o clássico «crucified for your sins» durante o seu reportório e também uma cover dos Templars ( I believe in myself ) e outra dos 4-Skins ( Chaos). Tiveram ainda tempo para nos apresentar temas do seu  7" single de estreia que julgo que será uma edição futura da Bigorna Records e ainda um tema novo que foi o que eu mais gostei, intítulado «somos a classe criminal».
Seguiu-se a banda da casa, os Grito! que vinham com a lição bem estudada e a jogar em casa não deixaram os créditos por mãos alheias presenteando o imenso público, muitos deles seguidores da banda com um concerto intimista e tecnicamente imaculado.Tocaram alguns temas antigos e alguns temas do seu mais recente EP .
E como houve atrasos de alguns membros de Facção Opposta e de Albert Fish, a banda que se seguiu teve de ser os Clockwork Boys que estavam marcados para o final da noite e que tiveram uma excelente aceitação do público basta avaliar pelos vídeos no Vimeo ou no Youtube para ficar com essa percepção. Tocámos alguns temas antigos como Fernando Chalana era RnR, Diabo no Corpo,Hooligans na Noite, ou Solta a Cobra que há em ti com a sala toda a entoar os refrões dos temas e tocámos também alguns temas do nosso novo LP como Glória aos Piratas, a dor passa o ódio fica, Facadas na Noite, Vida Maldita,Rebeldes Tatuados com o vocalista de Facção Opposta a vir cantar ao palco um dueto e outros mais.
A avaliar pela aceitação e entrega total do público e por tantas congratulações que recebi no final do concerto, acho que partimos a louça toda e demos um concertão. Punk Rock das Ruas!!!
Seguiram-se os Albert Fish que presentearam o público com temas dos seus últimos trabalhos e alguns outros mais antigos incluindo uma cover de Censurados no seu setlist (Angústia).
Em seguida, os Facção Opposta que apresentaram muitos temas novos do seu muito aguardado novo álbum que será lançado em formato LP e que será mais uma edição com o selo de qualidade da Bigorna Records e que se prevê que seja um lançamento para o primeiro trimestre de 2013. A versão do álbum em CD terá o selo da editora brasileira Dunkel Records a mesma que foi responsável pela edição do Split CD com os Brasileiros Mão de Ferro.
O público cantou juntamente com os Facção Opposta e pelo que se viu e ouviu, vêm aí muitos novos hinos como Lendas Urbanas, Irreverentes, Meia Palavra Basta,Portugal,Fora de Controlo, etc. Tocaram também os temas do split cd com os Mão de Ferro.
A entrada duma segunda guitarra em muito contribuiu para que a banda ficasse com um som mais forte e mais pesado e com mais e melhores influências. Apenas como nota negativa não terem tocado os 2 temas do single contra a maré, mas não havia tempo para apresentar tantas músicas. No final a satisfação de todos era óbvia ...

 Asas da Vingança
 Asas da Vingança

 Asas da Vingança
 Albert Fish
 Albert Fish
 Clockwork Boys feat. Facção Opposta

 Clockwork Boys
 Clockwork Boys

 Facção Opposta

 Facção Opposta
 Clockwork Boys
 Grito!
 Grito!
 Grito!

Público

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domingo, outubro 14, 2012

Clockwork Boys novo videoclipe

quinta-feira, outubro 04, 2012

Clockwork Boys com novo álbum já à venda!!!


Chegaram finalmente a Portugal os LP´s dos Clockwork Boys depois de uma longa espera e de vários episódios rocambolescos com uma fábrica checa. Acabou-se por trocar de fábrica e por fim as coisas correram bem. No final a edição ficou de luxo e o disco tá bem prensado.
Quem quiser encomendar uma cópia o preço é de 18 euros com portes incluídos. 
A edição é limitada a 300 cópias e ficaram poucos em Portugal.

Encomendas para:

clockworkboys@gmail.com


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quarta-feira, setembro 19, 2012

Cellos Rock 2012


Cellos Rock, Reportagem do 1º Dia from Cultur'Arte TV on Vimeo.

Como prometido é devido aqui fica a minha review ao primeiro dia do Cellos Rock, um festival numa das cidades que mais frutos pródigos tem dado ao rock português, refiro-me a Barcelos.
No primeiro dia do festival estavam convocadas 4 bandas ligadas ás sonoridades punk, o flyer do festival prometia e as bandas não quiseram ficar atrás, embora o som e a acústica da sala fossem uma barreira dificíl de transpor. O festival decorreu na central de camionagem de Barcelos, um espaço demasiado amplo, com imenso vidro e chapa em toda a  volta e derivado disso o som em cima do palco tornava-se algo caótico e não dava para  perceber bem . A primeira banda da noite  Repressão Caótica o som até estava mais ou menos e deu para perceber que esta banda tem pernas para andar. Seguiram-se os EskiZofrénicos do Porto, que foram a Barcelos por troca com Mr. Myagi por estes não poderem honrar compromisso.
Os portuenses trouxeram alguns temas novos em carteira e pelo que soube estão a gravar novos temas para um novo álbum.
Gostei dos novos temas que ouvi (Jogo Sujo/Vou-me OrganiZar/Sedento) e percebi que a banda tem crescido a olhos vistos como seria de imaginar a avaliar pela última demo. A entrada duma segunda guitarra também muito para isso contribuiu. A banda punk do Porto ainda presenteou o público com uma versão acelerada do tema Cavalos de Corrida dos UHF. E  acabaram o concerto com o tema  É a Vida...
Seguiu-se a minha banda, Clockwork Boys e apesar das más condições técnicas gostámos de tocar em Barcelos para uma audiência onde se encontrava muita malta amiga/conhecida de velha data e demos o melhor concerto possível.
Mais tarde seguiu-se a banda principal do evento, os Mata Ratos que dispensam apresentações e que também não tiveram melhor sorte com o som mas ainda assim deram um concerto aceitável com os habituais clássicos.
 Esqueci-me de mencionar a cena mais importante de todas, é que a organisação por detrás deste festival apesar das más condições da sala, foi a organisação mais profissional, mais dedicada e mais atenciosa que apanhámos até hoje na estrada. 
Fica aqui um agradecimento especial a toda a gente ligada ao Cellos Rock, sobretudo o amigo Ilidio Marques e a malta do Rock na Barragem.





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sexta-feira, agosto 17, 2012

Dia 14 de Setembro em Barcelos



MATA RATOS ; CLOCKWORK BOYS ; MR MYAGI; REPRESSÃO CAÓTICA ...

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quinta-feira, julho 26, 2012

Clockwork Boys : clipe ao vivo

sexta-feira, julho 20, 2012

Entrevista da Vice ao realizador Afonso Cortez

Uma entrevista imprescindível por detrás do homem que filmou os clipes dos Clockwork Boys e juntamente com Luhuna Carvalho editaram o documentário A Vida Ruim de Marion Cobretti.
Afonso também filmou uma comédia musical intitulada Calor e Moscas que tem tudo para dar que falar e onde participam vários músicos portugueses conhecidos.
Fica aqui o trailer desse filme longa-metragem e o link do site da Vice para poderem ler a entrevista sobre os vários projectos de Afonso Cortez.



http://www.vice.com/pt/read/os-filmes-de-baixo-orcamento-sao-o-novo-punk

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quinta-feira, junho 21, 2012

Entrevista com os Grito!


Os Grito! são uma das bandas da cidade do Porto que se têm vindo a notabilizar cada vez mais no cenário músical português com uma proposta sincera de street punk Oi! melódico cantado em português carregado de orgulho e sentimento. O blog rock das cadeias esteve à conversa com o vocalista e guitarrista deste projecto.
Fica aqui a palavra do Vitor Paiva.


1. Podias nos contar como e quando começaram os Grito! ?
Antes demais quero agradecer pelo convite para esta entrevista. 
Os Grito! começaram em 2010, embora a ideia que originou o inicio desta aventura tenha começado a ser desenvolvida antes.
A banda surge através da aceitação de 2 amigos colegas de turma para integrarem um projecto do qual eu ja tinha algumas composições caseiras. 
Começámos os ensaios de forma descontraída e sem pressas. O Dihem nunca tinha tocado um instrumento, o João era guitarrista e estava a começar a dar os primeiros toques de bateria, por isso íamos ensaiando sem ambição. 
Para nosso espanto as musicas que íamos publicando na internet eram faladas e elogiadas e do nada damos o primeiro concerto em Barcelos, concerto esse que ainda hoje não sabemos quem nos meteu no cartaz. 


2- Quem são os membros por detrás da banda e como surgiu a ideia de formar o projecto?
A formação sofreu uma alteração há muito pouco tempo. 
O nosso baixista o Dihem teve que sair por questões pessoais e profissionais e entrou para o seu lugar o Artur, um velho conhecido nosso para o seu lugar.
Por isso a nova formação é constituída por mim na Voz e na Guitarra, o João na Bateria e o Artur no Baixo e coros.
A ideia inicial partiu da minha cabeça e grande parte das músicas e das composições também, mas penso que as composições e as ideias só surgiram a partir dos "inputs" dos temas que discutimos e das aventuras e bebedeiras que passámos juntos. 
Penso que consigo centralizar o pensamento colectivo da banda nas nossas composições e cada um dá o seu toque claro, por isso é que somos uma banda e não um projecto a solo. 


3- Fala-nos um bocado do vosso background musical e das vossas influências musicais. 


Os elementos da banda tiveram sempre backgrounds e influências diferentes. 
No inicio traçámos o tipo de música que queríamos fazer, Oi!/Street Punk recheado de conteúdo social, histórico e festa.
O meu estilo musical preferido e mais presente na minha vida é definitivamente o Oi! nos seus mais diversos registos, mas também sou apreciador de muito mais, não me considero fechado num estilo, ouço desde reggae, ska, soul, New wave, Rock , Fado o que me apetecer.
O João também é um apreciador de punk obviamente, embora o seu «background» seja diferente,  ouve muito stoner, rock, alguns tipos de metal mas também não se fecha num género musical o que é optimo.
O Artur é o punk, crust, rock, Oi, HxC etc também é mais um amante da música. 


4- Vocês têm dado muitos concertos e estado bastante activos nos últimos tempos.
Como tem sido a aceitação do público nos vossos concertos?


Sim concertos não nos tem faltado e a maioria partem de convites. 
Penso que ao longo deste 2 anos a dar concertos só um é que foi a partir da nossa organização. 
Cada vez mais o nosso público nos concertos aumenta e ainda bem. 
Normalmente são recheados de festa, confusão e muito «singalong». 
Temos a sorte de começar a aparecer um público fixo e seguidor da banda, principalmente de gente mais nova, que descobriu o punk há pouco tempo ou que está a descobrir e  o nosso objectivo é também levar a que as pessoas ouçam mais bandas e conheçam muito mais através das nossas músicas. Tocamos em qualquer lado, queremos é tocar, seja para 1 pessoa ou para 200 queremos é fazer a festa.


5-Qual o material editado pelos Grito! até agora e qual o material novo que têm em mente editar nos próximos tempos?


Acabámos de lançar agora um E.P. intitulado “Das Tripas Coração”, uma edição própria e limitada a 50 cd’s que se veio a juntar ao nosso álbum lançado no ano passado com o nome “Sinfonias Contemporâneas de Casa de Banho” .
Temos preparado o lançamento da 2ª tirada do “Sinfonias” com alguns extras e estamos a preparar novas malhas para um futuro E.P. esperamos nós.


6- Como têm sido as críticas ao vosso novo trabalho «Das tripas coração» (Demo CD 2012 Ed. de autor ltda a 50 cópias) ? 


Têm sido óptimas e tem permitido afirmar a banda como uma coisa séria, alargar os nossos horizontes e público. Têm sido um tremendo sucesso e estamos orgulhosos.


7- Vocês recentemente tocaram no Punk Oi! fest em Faro numa iniciativa que raramente se viu em Portugal ( ou mesmo nunca ) onde tocaram várias bandas Oi! portuguesas no mesmo evento. Queres nos dar a tua opinião acerca do ambiente vivido neste concerto, como correu o vosso concerto etc?


Foi um concerto marcante e do meu ponto de vista o mais marcante nestes 2 anos por diversas razões o ambiente era de família e união e poder reunir tanta gente amiga no mesmo dia a tocar foi brutal. Ainda para mais no nosso concerto mais longe até à data. Foi fantástico e valeu bem a pena fazer 600 kilómetros para tocar e ver as outras bandas, que se repita novamente e desta vez cá em cima no Porto.


8- Qual a tua opinião acerca deste entusiasmo à volta da música Oi! em Portugal, antigamente não havia nada e hoje em dia temos novas bandas a surgir e algumas apenas projectos de estúdio mas todas a gravarem e a editarem material em vinyl e cd ( Blind Alley Dogs, Asas da Vingança, Facção Opposta, Núcleo Duro, Gume ). 
Tens relação com algumas destas bandas, aprecias o seu trabalho?


O Oi! em portugal está vivo e a crescer cada vez mais.
Temos a sorte e a honra de poder estar a partilhar palcos e público com essas bandas. Temos ligações com a maioria das bandas e acho que quase podemos dizer que estas bandas que referiste acima,  a maioria são como bandas irmãs e filhas do mesmo pai, mas cada uma com o seu ramo diferente, o que é bom e além disso, de diferentes perspectivas dentro do mesmo género. A qualidade está no top.
Muito Orgulho de poder dar o meu contributo para este boom e demonstrar que Oi! e Punk não é coisa de Nazi, é musica de Skinheads, de Punks e de todos os que se sintam identificados com ela.


9- Para quando podemos esperar uma edição vossa em cd ou em vinyl. 
Tens mantido algum contacto com editoras? 
Existe algum interesse por parte de editoras em editar o vosso material?


Temos falado, mas ainda nada é certo. 
Estamos a planear gravar um E.P. e tentar que seja editado por alguma editora em 7’’
Pelo menos esse era o nosso desejo e sonho.


10. Para quem não vos conhece como descreverias a vossa banda?


Somos uma banda que conjuga a música á festa, o amor e o ódio, o orgulho, o espírito nortenho e o seu sotaque e gentes.
Fazemos som de rua, duro mas também com um toque de humor á mistura.


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quarta-feira, maio 23, 2012

Final das filmagens do Documentário: A vida ruim de Marion Cobretti



A equipa de filmagens que editou dois vídeoclipes dos Clockwork Boys ( a dor passa o ódio fica + vida maldita), com as 5 horas de filmagens que sobraram daquele dia de circo e diversão no day-after do concerto dos Anti Nowhere League, conseguiram  editar um documentário de aproximadamente 30 minutos com as peripécias mais engraçadas daquele dia de filmagens.
Ontem, desloquei-me ao Cais Sodré, ao Bar Oslo para adicionarmos mais umas imagens para o genérico do filme. Pode ser que venham mais episódios no futuro...

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terça-feira, maio 01, 2012

Clockwork Boys - Vida Maldita (Clipe)

quinta-feira, abril 05, 2012

Entrevista com os Eskizofŕenicos:



1-Boas rapaziada, gostava que nos dessem uma ideia de como decidiram começar a banda, e quais as dificuldades que têm encontrado no vosso já longo caminho musical? (Marion Cobretti)

Foi em 2006,depois de alguns anos a assistir a concertos de bandas Punk e Rock n Roll na zona do Porto decidi que era a minha vez de subir para cima de um palco e chatear as pessoas com a minha atitude doentia de inadaptado eheheh.
Na altura falei com 2 amigos meus que entretanto saíram da banda,eles aceitaram e começámos a ensaiar.

Quanto a dificuldades; elas confundem-se com o próprio o percurso da banda,desde arranjar local para ensaiar,conseguir conciliar horários de trabalho com ensaios e concertos,paciência uns para os outros eheh..
Concertos mal organizados,alguns idiotas que aparecem no nosso caminho etc,fora tudo isso é na boa! (Hugo)

Foi o Hugo que me convidou para tocar nos Eskizofrenicos. Eles já existiam. Na altura os Eskizofrenicos eram: o Hugo (voz), Pedro Tiki (bateria), Miguel (guitarra) e eu (baixo). As dificuldades são várias, como termos todos disponibilidade horária para ensaiar, ou até para tocar ao vivo e mesmo arranjar locais para tocarmos. Infelizmente alguns locais que têm condições para tocar não querem pagar às bandas. Mas muitos esquecem-se que ter uma banda (quer queiram, quer não) tem custos e ter alguma ajuda extra é sempre bom e a malta merece. (Barrigas)

As principais dificuldades são de carácter a) logístico: conseguir conciliar os horários de todos para ensaiar, garantir o material adequado e arranjar concertos bem organizados e b) técnico-criativas: estar em auto-avaliação constante para ir corrigindo, melhorando e variando alguns pormenores e ser capazes de nos reinventar com novas canções e com outras mais velhas revisitadas para não soarmos sempre ao mesmo. (Lucas)

2-Quais as principais influências musicais da banda? (M.Cobretti)

No ínicio quando eramos apenas 4 gajos,as nossas bases musicais eram o Punk Rock e o Hardcore Americano na onda de Black Flag,Misfits,Antiseen,Ramones..Com o tempo,mudança de formação e de abertura a novos sons procuramos meter no mesmo saco aquilo que ouvimos todos:Punk Rock n Roll,Heavy Rock,Blues,Stoner e tudo o que nos apetecer fazer com bastante atitude e adrenalina! (Hugo)

Temos bastantes influências, as minhas em particular passam pelos primordios do punk rock e hardcore , por ai. (Miguel)

Para mim a maior influência é o Lemmy e os Motorhead, mas de momento tenho andado a ouvir muita coisa diferente que de uma forma ou de outra me influênciam, tal como Canned Heat, Electric Wizard, Rose Tattoo, Discharge ou até mesmo os Slayer. (Barrigas)

Penso que a banda tem uma matriz única pelo facto de cruzar várias influências musicais e pessoais (sendo fundamental conseguir adaptar o legado musical a que temos acesso às circunstâncias pessoais e sociais em que vivemos para que o nosso som tenha algum significado). Para as minhas linhas inspiro-me em bandas como Social Distortion, The Bones, ou as cenas mais recentes do Sonny Vincent, mas ao mesmo tempo tento “desvirtuar” algumas linhas que vou ouvindo e aprendendo noutros contextos. (Lucas)

3- (Para o Hugo, vocalista) As tuas letras têm uma forte componente de crítica social, mas de um ponto de vista bastante pessoal. Baseias-te em coisas que se passam contigo e no mundo em que vives ou é tudo uma “invenção”? (Hugo Ferro)

Ainda bem que dizes crítica social e não política;não ando a fazer propaganda a partidos ou ideologias.Digo o que penso e o que vejo e da maneira que quero,a música dá-me esse direito.
Procuro ter noção da realidade á minha volta. (Hugo)

4-A maior parte dos vossos concertos acontece no norte. Sobretudo nos subúrbios do grande Porto. Isso é uma opção vossa ou é mesmo porque não há convites de outros lados? (H.Ferro)

O facto de sermos mais conhecidos no Norte que é de onde somos originários ajuda a que isso aconteça.Como viemos do underground torna-se difícil sair para o resto do país, pois não existe um movimento com interligação e arcaboiço suficientes para as bandas se deslocarem.As bandas do Norte não vão ao Sul e vice-versa porque nem sequer há garantia de pagamento de despesas quanto mais ganhar algum dinheiro.Então as bandas ficam por onde estão.. Por isso é que queremos fazer de maneira diferente.É tudo uma questão de opinião!!! (Hugo)

Não é por opção nossa, curtimos sempre tocar em casa. Para o resto do país é um pouco por falta de convites e os poucos que vai havendo as condições não são sempre as melhores.(Miguel)

Não é opção. Não têm surgido muitos convites fora do Porto. (Barrigas)

Para já é onde tem aparecido possibilidades de tocar com mais frequência. Já chegamos a uma fase em que nos recusamos a pagar para tocar (a não ser que valha muito a pena), e ir tocar a locais mais longe acarreta também mais custos que muitas das vezes as organizações/locais não estão dispostos a aceitar. (André)

5-O vosso som faz lembrar um pouco o rock português do início dos anos 80 (e até fazem uma cover dos UHF e faziam também uma dos Aqui D´el Rock), nessa altura houve algumas bandas do Porto que conseguiram conquistar público de norte a sul, como os Taxi, os GNR e os Trabalhadores do Comércio. Acham que vão conseguir fazer o mesmo ou isso nem sequer vos interessa? (H.Ferro)

Não acho que o nosso som faça lembrar em nada esse tipo de bandas!

Fazemos essas versões mas por serem boas canções de Rock em Português e damos-lhes o nosso toque,à nossa maneira!

Agora,os tempos são outros,não compares os anos 80 com os dias de hoje.A música mudou e atitude das bandas também deve acompanhar essa mudança por muitas bases que é sempre bom ir buscar,há coisas que nunca mais vão ser como eram.

As bandas como outra coisa qualquer conseguem conquistar um grande número de pessoas se houver cobertura a nível de rádios,revistas,jornais,net etc Pode ser uma grande banda que nunca vá muito além ou uma banda de merda que esteja em todo lado,que é o que acontece muito atualmente.Bandas que não dizem nada de jeito há por aí aos pontapés!Nós por enquanto ainda temos força suficiente para continuar a chatear por aí,vamos continuar Há muito para fazer..Its a long way to the top… (Hugo)

Certas músicas até podem fazer lembrar algumas dessas bandas mas não somos revivalistas, queremos que o pessoal ouça a nossa música e se identifique com ela e não que diga que faz lembrar outra banda. Em relação ás covers apenas as fizemos porque gostamos das músicas em particular e quanto á última parte da pergunta só quero que a nossa música e atitude chegue ao maior número de pessoas possível nem que seja só para as chatear hehehehe. (Miguel)

Claro que isso interessa. Primeiro vamos conquistar o país e depois vamos tirar cursos de línguas e conquistar o mundo. Um dia vamos conseguir encher o Olympia de Paris só com japoneses. (Barrigas)

Sim, de facto gostaríamos de ter o mesmo sucesso que tiveram essas bandas a nível nacional. Não tocamos para ficar fechados na garagem e tocar sempre para as mesmas pessoas. O nosso objectivo é cativar o maior numero de pessoas sem nunca comprometer a nossa genuinidade como músicos, pelo contrario, cativando por isso mesmo. (André)

Queremos chegar ao maior número de pessoas e é sempre fofo ter algum reconhecimento pelo que se faz, principalmente quando se dedica tanto a algo como nós os 5. Não há obsessão pela fama, mas há a vontade de ir o mais longe possível.(Lucas)

6-A formação actual não é a mesma com que começaram, primeiro mudaram de baterista depois acrescentaram um guitarrista. De que forma é que isso influenciou a vossa sonoridade? (H.Ferro)

Influenciou e muito!Entraram +2 jebos para se juntar aos que já cá estavam e cada qual com seu gosto e loucura diferentes.Somando isso tudo é o que se tem vindo a ver. (Hugo)

Influenciou, com a entrada do jebo Lucas Neves porque com duas guitarras consegues explorar e trabalhar muito mais nas músicas. A entrada do jebo André também foi uma mais valia para a banda porque também anda nisto á uns aninhos e tem conhecimentos a nível de som devido ao curso que tem, e vai dando uma ajuda ao resto dos jebos a entender um pouco mais sobre o assunto. São 2 Jebos do caralho. (Miguel)

Veio dar mais coesão e liberdade. Embora o João seja grande baterista, o André dá-nos mais segurança e firmeza rítmica. Quanto ao Lucas possibilita-nos explorar mais o nosso som.(Barrigas)

7-Ao contrário da maior parte das bandas o primeiro “merchandising” que fizeram foram cuecas e não t-shirts. Como e porque é que decidiram fazer isso? (H.Ferro)

É sempre bom ter uma cueca de uma banda para se usar,torna certos momentos íntimos mais interessantes ehehe E assim não se cai na banalidade..prova disso é que estás a fazer essa pergunta!É deixares a tua marca em algo!Nem que seja numas cuecas!Ouvi dizer que depois de nós já há mais bandas a fazer o mesmo,não sei se é verdade… (Hugo)

Isso começou com uma ideia do Jebo Hugo e o resto do pessoal achou uma boa ideia e foi para a frente mas isto de inventar e meter nojo é conosco hehehehe. (Miguel)

Acho que foi mesmo por querermos fazer uma coisa diferente. Queriamos incentivar as pessoas a andar de roupa interior na rua e mostrarem dessa forma arrojada qual era realmente a banda preferida delas. (Barrigas)

8-Têm uma música chamada “Cona” e há quem acha que vocês são uma banda machista. O que é que têm a dizer em relação a isso? (H.Ferro)

Temos a dizer que há certo tipo de pessoas que são estúpidas comó caralho!Nem uma letra conseguem entender..Onde é que está o machismo??

É uma canção de amor; simples,direta e com linguagem obscena,mas que se utiliza no dia a dia.

Se eu disser isso num grupo de amigos toda agente acha piada ,como digo isso numa música é machista..Porquê?Grande parte das canções que passam actualmente na MTV têm lá isso de forma subentendida e ninguém diz nada..Mas é bom saber que há quem se diga muito alternativo e seja um conservador de merda,não respeita a liberdade de expressão dos outros!Mas também ,não é isso que me tira o sono. (Hugo)

Pá, essa pergunta é melhor fazer ás nossas namoradas :D (Miguel)

A partir do momento em que em vários concertos que já demos ouvi mais raparigas a cantar connosco "quero lamber-te a cona" do que rapazes esse tipo de bocas passam ao lado. E peço desculpa, mas muito sinceramente, gosto de o fazer e de a ver a escorrer. (Barrigas)

Relativamente a quem acha que essa musica é machista só há duas hipóteses: ou ignorante ou simplesmente burro. A letra é. pelo contrario um tributo à mulher e à sua sexualidade. Em nenhuma parte da letra invoca domínio ou superioridade para com a mulher, portanto ou se é ignorante por não conhecer a letra ou simplesmente burro por não entender.(André)

A “quero lamber-te a cona” costuma marcar de alguma forma as pessoas. Talvez por se usar pouco a palavra “cona” no meio musical as pessoas reajam com resistência e achem “machista” ou “vulgar”, mas na verdade é uma canção profunda e intimidade que conta toda uma história de amor.(Lucas)

9-Já tocaram com bandas bastantes diferentes e de diferentes estilos a vossa actuação varia consoante a banda com que vão partilhar o palco e o público ou é sempre igual? (H.Ferro)

Procuramos fazer sempre algo diferente!Nem que seja uma piada a gozar com algum assunto etc

Levar mais do que a música para o palco,inventar no momento,dar largas á imaginação,que se foda..é mesmo assim.Se estão ali pessoas para ver,elas vão estar atentas a tudo o que fizeres e vais proporcionar-lhes algo mais. (Hugo)

Embora essa resposta seja melhor ser o Hugo a dá-la, na minha opinião a actuação tende ser sempre diferente, mas consoante aquilo que vai acontecendo de mais, ou nem por isso, relevante na nossa sociedade.(Barrigas)

Cada concerto é um concerto e prepara-mo-lo sempre de modo diferente seja em que situação for.(André)

Tentamos que os espectáculos não sejam sempre iguais, por isso, se houver alguma coisa num determinado concerto/espaço/momento que possamos usar para enriquecer a actuação tentamos fazê-lo. Não tem é tanto a ver com o estilo das outras bandas, mas tomamos sempre em consideração a nossa posição no cartaz, o número de bandas que tocam, etc. (Lucas)

10-Durante o Festival de Paredes de Coura de 2011 resolveram dar um concerto fora do recinto. Qual era a ideia?Como é que isso correu? O público do festival curtiu ou foram ignorados?
É para repetir ou nem por isso? (H. Ferro)

A ideia era levar para a rua Rock n Roll e imprevisibilidade!
Já tínhamos tocado uma vez na rua,resolvemos repetir a dose em Paredes de Coura!Correu bem,fomos dar uma volta à bonita região do Alto Minho.As mentes mais abertas gostaram ,aqueles que não pensam muito e seguem a cartilha do que o que vem nos media cagaram,como é óbvio.Se os media tivessem dado cobertura talvez estivessem lá estado uns bons milhares eheh .Pelo menos uma coisa aconteceu: houve Rock N Roll em Paredes de Coura em 2011!
Se houver alguém interessado em patrocinar uma experiência parecida noutro lado qualquer,nós inventamos aí uma boa. (Hugo)

A ideia era chatear o festival mesmo, não sei se conseguimos mas acho que algum do pessoal até curtíu outros ficavam a olhar mas pelo menos algumas pessoas ficaram a conhecer o nome eskizofrenicos. O proxímo vai ser na porta do Rock in Rio hahaha. (Miguel)

A ideia veio na tentativa de tentar repetir o concerto dado na praça da batalha no dia mundial da musica em 2010. Nessa altura tocamos integrado numa iniciativa de músicos do centro comercial stop, onde ensaiamos, com o apoio da casa da musica, que visou levar musica ao vivo por toda a cidade. Gostamos da ideia e resolvemos fazer o mesmo em paredes de coura no primeiro dia do festival, de modo a não interferir com o programa do mesmo. Obtivemos a autorização da câmara e energia eléctrica por parte de um café, e fomos em frente. Não correu mal, tendo em conta que era um local de passagem. Ainda houve bastante publico mas a maior parte acabou por não ver até ao fim. No final saldo foi positivo mas teve alguns custos daí não pensarmos voltar a fazer o mesmo tão cedo. (André)

A ideia era fazer com que o público gostasse tanto que nos pedisse para ir lá tocar todos os dias do festival. Mas isso não aconteceu. Acho que vamos ter que ir lá outra vez.(Barrigas)

A ideia era a aproveitar a concentração de pessoas que, de uma forma ou de outra, gostam de música, para nos darmos um pouco mais a conhecer. A qualidade do som podia não ser a melhor mas demos um bom concerto e acho que surpreendemos positivamente quem nos viu (tivemos mais gente a assistir que a maior parte das bandas do palco secundário no festival) e de vez em quando encontro pessoal que nos associa a Paredes de Coura. Como qualquer iniciativa mais exótica e singular, o grande impacto está no elemento surpresa, agora temos que arranjar mais coisas para fazer porque não queremos ser “os gajos que tocam na esplanada de Paredes de Coura todos os anos”, mas uma banda com ideias, que vai fazendo coisas diferentes e consegue surpreender o seu público. (Lucas)

11-Quais os projectos futuros da banda e o que se pode esperar de vocês num futuro próximo? (M.Cobretti)

Sermos mais organizados e rápidos é o nosso próximo objectivo.Temos que saber admitir as falhas.No fundo queremos tirar o máximo de prazer desta merda toda.Isto é uma catarse!Estejam atentos que em breve nós damos noticias! (Hugo)

Parar é morrer. Não vou tar a dizer nada em concreto mas este ano vamos ter surpresas eskizofrenícas e das boas ;) Beijos e Abraços. (Miguel)

Esperemos que muitos concertos, muito rock e muita atitude. (Barrigas)

Os projectos são continuar a divertir-nos, ganhar espaço na “cena” musical e tentar fazer algum dinheiro. ( Lucas)

Os Eskizofrénicos são:

Hugo:Voz
Barrigas:Baixo
Lucas-Guitarra
Miguel-Guitarra
André:Bateria

Esta entrevista foi elaborada em conjunto com o nosso amigo e leitor Hugo Ferro.

Keep on rocking skizos!!!

http://www.facebook.com/pages/Eskizofr%C3%A9nicos/173390029351963

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sábado, fevereiro 25, 2012

Entrevista com Rui Rocker ( Choque; Crise; Crise Total;Rolls Rockers etc)





Rui, já levas uns quantos anos a fazer música, mas quase ninguém sabe ou se lembra como tudo começou, gostavas de nos confidenciar como começaste a gostar deste estilo de música?

Como já tinha dito numa entrevista a outro blogue, comecei a curtir este tipo de música à pala do meu Pai que me levava frequentemente de férias para Londres e me levava numa fase inicial a gigs de rock ( lembro-me de ser muito miúdo e ele ter um problema desgraçado à porta de um pub para ver Alice Cooper, porque eu não tinha idade para entrar e aquilo deu uma discussão do caraças mas lá entrei com ele e fiquei todo cagado de medo porque o bacano usava gibóias e tinha um aspecto esquisito e eu tinha medo do gajo, eu devia ter uns 9 ou 10 anos.
Mais adiante, começou a levar-me a pubs onde o pessoal das portas não desatinava tanto e então, em 76,77,78, comecei a entranhar o som que basicamente cresceu comigo até agora.(nota de ed. Também me lembro de ver o Alice Cooper na Rtp 2 quando tinha para aí uns 7 ou 8 anos e adorar por causa da Piton à volta do pescoço do gajo).
Pois claro que em Portugal começavam-se a dar os primeiros passos do punk, mas como bom saloio em Sintra (Algueirão) não havia nada de punk.
Haviam algumas bandas como os 35 Left, ou Banda do Lixo que faziam rock, roque este que devido à qualidade do material soava a punk, por vezes bem rude.
E havia os mais pros tipo os Craneo (princípios de Rádio Macau),os Pastilha Eléctrica (rock n Roll a partir e blues) e os WC Porno( do grande Farinha Master e Anabela Duarte,que viriam a ser os Ocaso Épico), esta ultima banda foi a principal responsável pelo aparecimento dos Choque.
Estes Choque só tocaram uma vez no liceu de Sintra salvo erro, em Março ou Abril de 1977, e na altura lembro-me que estava no palco uma banda meio improvisada que tinha elementos dos Craneo e dos Faisca e contavam com o baterista dos Pastilha Eléctrica ....
Claro que como deves calcular correu muito bem, fomos parados a meio do concerto devido ao "padal" de distorção caseiro que utilizava nessa altura ser tão bom e o "xiqueiro" era tanto que não conseguia haver aulas devido ao barulho que nós fizemos.Claro que tudo isto foi amenizado, com a entrada da outra banda que apesar de ter sido improvisada para aquele concerto, sabia o que estava a fazer.

O queimanço de Choque foi tão grande logo no primeiro concerto, que decidimos mudar de nome passados uns meses e então surgem os Crise (tinha tudo a ver: crise musical,crise de falta de guito para comprar instrumentos uma vez que, praticamente ensaiava-mos com os instrumentos dos Ocaso Épico,Crise também porque além de não quererem ouvir o nosso som que era muito barulhento, ainda olhavam para nós de lado.
Ainda demos uns 2 concertos salvo erro nos bombeiros voluntários de Queluz e no liceu do Cacém, onde viríamos a ser banidos também, desta vez com a desculpa de que éramos anti-pedagógicos. A solução era fazermos concertos caseiros. Avisava-se a malta e ia tudo tocar para o quintal de um, abria-se o portão da garagem e siga a marinha....
Coisa que durante uns tempos até resultou ,mas depressa os vizinhos começaram a chamar a polícia e acabaram também por nos lixar os planos....
Mais tarde já em finais de 81, já só tocávamos tipo flash, tipo 4 ou 5 musicas e vinha a bófia e acabava o concerto.
Lá conseguimos dar um ultimo ar da nossa graça, numa festa regional (Baratã) e dar o que talvez tenha sido o último concerto de Crise, nessa altura o João Marques e o Tó já não faziam parte da banda e tínhamos o Parafuso no baixo(nunca soube o verdadeiro nome dele. Chamávamos-lhe Parafuso porque o gajo tinha tido um acidente muito grave de mota e além de ter um olho de vidro, tinha bué de platina e parafusos a reconstruir-lhe os ossos) mas este concerto também não correu nada bem. O Parafuso que tinha desaparecido durante a tarde toda, aparecia a 5 minutos de subir ao palco abraçado a 2 velhotes com uma "bezuga" descomunal e depois de algumas peripécias para ligar o baixo no palco, à 3ª musica ao sair do primeiro refrão teve um ataque de loucura, fica possuído e parte o baixo aos bocados em cima do palco para grande espanto do povo que estava a assistir e verdade se diga, que nosso também, afinal já tínhamos os instrumentos todos e ele partiu o dele hehehe....Muito bom.
Depois disso, o Parafuso desapareceu, aparecendo 6 meses depois quando tentávamos de novo tocar, numa festa no antigo Progresso Club (Mem -Martins).Claro que acabámos todos bezugos e fomos logo barrados no sound-check.
Mais tarde, o Ampola passa para viola baixo e acabamos por conhecer o Manolo no Tabuense ,na feira da Ladra ,e nascem os Crise Total

Como eram os concertos e o ambiente vivido naquela altura do final dos anos 70 , Aqui D´el Rock, Faíscas,Minas e Armadilhas, havia mais algumas bandas nessa altura que tenham passado despercebidas?

Os concertos na altura tinham cenas giras em relação a hoje em dia. hehehe
Fosse qualquer que fosse a banda que fosse tocar, o pessoal ia todo tipo manada, creio que salvo erro, vi Faíscas num liceu qualquer, Minas e Armadilhas numa cena que havia organizada pelo Júlio Isidro que era a Febre de Sábado de manhã, mas o que era giro é que o pessoal apesar de ás vezes não se identificar com o som, não arredava pé e apoiava as bandas da altura independentemente
da onda ou daquilo que tocassem. Salvo raras excepções, tais como WC Porno, Crise, Choque ,Faiscas e até Xutos que numa fase inicial também sofreram do mal de serem corridos por fazer merda.Mas não te posso falar muito sobre isso, como saloio que sou, normalmente dávamos-nos com os músicos locais e tentávamos ir a concertos com eles.Afinal os tempos eram outros, nós tínhamos tipo 14 ou 15 anos e eles achavam piada aos punks saloios (hehehe), tipo mascotes do Rock ,claro que mais tarde com Crise Total a história mudou, mas nos tempos de Choque e de Crise éramos os putos "Kurtidos"como nos chamavam o pessoal dos WC.Porno.

Por lapso de memória, Choque antes de ser definitivamente banido dos palcos, ainda teve 2 concertos com Wc Porno no antigo Progresso Club.
O primeiro até correu mais ou menos bem até as 9 da noite (note-se que havia concerto à tarde e concerto com as mesmas bandas à noite), a partir daí descambou completamente com alcóol e gajos nus de gabardine em cima do palco.
Completo degredo. O 2º ainda correu melhor, foi numa festa de anos privada em que o aniversariante nem sabia quem éramos nós, nem os WC Porno.
Escusado será dizer, que a festa nem chegou a durar 3 horas quanto mais a tarde e a sessão da noite.Como podes ver sempre grandes concertos...



Eu sei que tens um gosto especial por bandas de punk rock seminal dos anos 70, há bandas dessa geração que gostarias de destacar?

Claro que a partir de Crise Total as bandas que eu curtia já não eram as mesmas com que eu tinha aprendido o que era o punk rock, mas as mais velhinhas nunca me saíram da cabeça e hoje em dia, estou de novo mais vocacionado a ouvir o old school e o rock sêco grosso e bruto, do que propriamente o punk que influenciou em parte Crise Total. Apesar de não estar envolvido em nenhum projecto verdadeiramente "old school", acho que a minha música de hoje é tão ou mais velha do que eu. hahaha

Claro que todo o meu gosto musical sofreu grandes influências oriundas do Rock, afinal tanto o meu pai como o meu irmão, era o que ouviam no seu dia-a-dia e eu a crescer ao lado, até que o meu pai me deu a conhecer a outra vertente ao levar-me a ver Bandas como Lurkers,Chelsea,Wasps etc, e as que me ia dando a conhecer como sendo as favoritas dele dentro daquela onda, como The Saints, Eater e estávamos aqui a noite toda a escrever nomes de bandas.
Mas posso-te garantir que 90% do "old school" que eu gosto, me foi dado a conhecer pelo meu pai, que por acaso era rockeiro e dizia à boca cheia que eu só gostava de barulho,mas era ele que me dava a conhecer esse barulho. hahahaha







Os Crise eram:

Paulo Ampola- voz
Rui Ramos -Guitarra

João Marques -Baixo

Tó- Synth.e 2ª guitarra

João Filipe-Bateria



O som dos Crise estava ao nível de muito do punk rock killed by death que era feito lá fora na década de 70.

Manolo-vocals/Rui Rocker-guitar/P.Ampola-bass/J.Felipe-drums('83)


O TABUENSE NA FEIRA DA LADRA


RUI ROCKER NOS DIAS DE HOJE


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sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Clockwork Boys de regresso em 2012!!!

A Banda Clockwork Boys está de regresso e gravou recentemente 12 temas novos para um novo lançamento em formato LP e CD.
O título deste novo trabalho chama-se A dor a passa e o ódio fica e a produção esteve a cargo de Paulo Vieira.
A banda entretanto filmou dois novos videoclipes dos temas a dor passa e o ódio fica e Vida maldita. A banda disponibilizou estes dois temas para audição na página de myspace. Brevemente também será possível ouvirem os temas na página de facebook da banda.

www.myspace.com/clockworkboys

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domingo, julho 17, 2011

Novo Single 7" vinyl dos Clockwork Boys edição ultra limitada (24 cópias)

sábado, maio 21, 2011

Entrevista com os Reis Do Asfalto:


1-Podem nos dizer, quando nasceu a banda e quais os vossos principais objectivos?

NECAS: A nossa banda nasceu em 2010, eu e o Dr.Bandido queriamos infectar os cobardes, e mostrar que o Rock 'n' Roll não é música de velhos ou algo de seguro.
DR. BANDIDO: “FODA-SE, TOU FARTO DE BANDAS DE BERRARIA PANELEIRA! BORA TOCAR ROCK A SÉRIO!!” e foi um bocado assim.

2- Como surgiu a ideia do vosso nome e quais as vossas principais influências enquanto músicos e banda?

DR BANDIDO: Escrevi 3 letras num tasco onde costumamos embagaçar-nos, uma das quais era a Rei do Asfalto. Não tínhamos nenhum nome pensado, e andávamos à procura... De repente, olhámos para a letra, e ficou!
NECAS: O nosso nome tem haver com um tributo a toda a temática motard, e à liberdade do ser humano, e ao sexo, e aos excessos. Quanto a influências... eh pa, eu tenho muita merda que me influência, algumas bandas influenciam muito em Reis do Asfalto, pelo menos para mim... Bandas nacionais que não têm medo de cantar em português com medo de parecer chunga.... Motörhead, AC/DC, muito blues e country music... Para mim desde que tenha atitude é tudo influência, nem que seja uma puta a gemer o meu nome.

3-Quais são as principais temáticas das vossas letras?

NECAS: Bebedeiras, Motas, Gajas Nuas. Atitude sempre. O pessoal tem um bocado a ideia que isto é banda da bandalheira e do gozo. Fomos mal interpretados, mas é um conceito lírico que gostamos de usar. Se fores a traduzir letras de algumas bandas internacionais, se calhar ainda nos riamos mais.
DR. BANDIDO: Como o Necas disse, falamos sobre alcoól, cilindrada e putedo. Não somos politicamente correctos, e a cena de cantarmos em português fez com que o pessoal se “risse” um bocado. Não quero ser como os que escrevem em ingles a dizer que fodem a tromba a toda a gente, e depois ficam de castigo porque não arrumaram o quarto. Ou há Rock a sério, ou não há!

4- Algum de vocês tem background em outras bandas?

NECAS: Eh pa, eu já tive em algumas... Mas as que mais gostei foram mesmo a minha primeira banda mais virada para o heavy-metal que tinha uma boa onda, e uma banda de punk que qualquer dia volta! Tá quase!
DR. BANDIDO: Eu tenho 3 projectos paralelos, mas sem nada ainda gravado. COBRA CHERIE, na onda AOR / Hard FM, BULLETRAIN de Heavy Metal e LIPSTRIP de Glam/Sleaze

5- Gravaram uma promo demo pelos vossos próprios meios, para quando uma nova gravação?

NECAS: Lançámos essa Promo de 2 temas nossos para dar a conhecer alguma coisa, mas se tudo correr bem no final do ano temos aí uma "rodela" com 8/9 temas.
DR. BANDIDO: Exactamente, queremos ver se até ao fim do ano temos aí uma cena com mais malhas, mas andamos numa fase de composição para ver quais é que se metem!

6- Ainda não tiveram a estreia em concertos, podem dizer aos nossos leitores para quando essa estreia?

NECAS: Por acaso na altura em que estou a escrever isto já tivemos a nossa estreia e o 2º concerto. Eh pa, posso-te dizer que no primeiro "jogámos" em casa e tivemos casa cheia. O pessoal aderiu bastante, e foi uma surpresa porque nem é pessoal de ouvir muito hard-rock e afins. O 2º concerto já foi dado para um público mais "sóbrio" que não se mexeu para não parecer mal (risos) se calhar era preciso beberem mais uns finos e uns whiskey-colas, ou uma água das pedras....
DR. BANDIDO: E o 3º concerto, foi tocar (MAL) para malta altamente!!! Aproveito para agradecer aqui aos ZÜNDAPP SPEEDKINGS, nomeadamente ao Barão, e aos Motauros, por darem todo um novo significado à expressão “tratar bem a malta”! Valeu!

7- O que podem prometer ao público e fans da banda?

NECAS: Eu prometo estar a horas em cima do palco. Eu prometo não fazer nada de bom. Eu prometo que não voto em canalhas.
DR. BANDIDO: Prometo beber, fumar, foder, tocar e cuspir pró chão! Prometo cravar tabaco e cerveja!

8- Se tivessem a oportunidade de actuar fora de Portugal, quais os países onde mais gostavam de actuar e o porquê da escolha?

NECAS: Eh pa, eu gramava de ir a um país do médio-oriente, aquilo é fodido, não podem esgalhar umas, não podem beber, e há areia por todo o lado. Se Reis do Asfalto fossem lá tocar, seria a uma Sexta-Feira. Imagina só: é sexta-feira no Afeganistão, não há bejecas pa ninguém, não podes tocar ao bicho, e tens areia nos tomates... Então siga ver um gig de Reis do Asfalto! Perfect!
DR. BANDIDO: Foda-se, eu ia à Suécia pelas gajas boas, à Bélgica pela cerveja, a Marrocos pela ganza, e a Fátima por Nossa Senhora!!!!!

9- Qual o equipamento utilizado pela banda (Amps, guitarras,bateria,pedais, etc etc) ?

DR. BANDIDO: Uma guitarra única no mundo feita por um luthier especialmente por mim, e o 1º Marshall alguma vez feito... Ou então é uma Epiphone Les Paul Studio, e um Line 6 do Necas!
NECAS: Eu uso um Shure ferrugento, e harmónicas: Hohner Blues Harp e Hohner Special 20.

10- Quais os futuros projectos dos Reis do Asfalto?

DR. BANDIDO: Compor malhas, tocar, beber, ass kickin’ and having fun! And getting’ wasteeeed! All in the name of ROCK N’ ROLL!!!!
NECAS: Mostrar o dedo do meio por esse país fora. E mostrar que o Rock 'n' Roll está vivo e de boa saúde. E apanhar bezanas, e cuspir pá boca das gajas, e vomitar em conjunto contra um beco. Basicamente tudo que um homem tem direito!

11-Quais as vossas bebidas preferidas?

DR. BANDIDO: CERVEJA, WHISKY, JAGERMEISTER! E BAGAÇADA!
NECAS: CERVEJA! RUM! WHISKEY!

12-Albuns preferidos de outras bandas?

NECAS: Enya - The Memory Of Trees e tudo onde o Lemmy põe o punho!
DR. BANDIDO: Epa, tava aqui ate amanha.... Desde demos punk ranhosas, a albuns de NWOBHM que só existem 3 cópias no mundo, é fodido escolher favoritos!

13-Com que bandas gostariam de partilhar um palco (nacionais e internacionais) ?

DR. BANDIDO:Toda a malta que tenha o espírito do Rock n’ Roll! Isso acaba por se ver no backstage. Há uns que se fecham no seu cantinho, e há outros que ficam na conversa e a beber copos com o pessoal! Nos 3 concertos que demos, temos estado na boa com todas as outras bandas, caso especial, os WITCHCURSE, pelo simples facto de serem gregos, mas que pareciam ter crescido na nossa rua! Tudo malta à maneira!!

NECAS: Todas as bandas que se gostem de divertir, e não tenham manias só porque o nome deles foi mencionado 3 vezes. O mais engraçado, é que as bandas internacionais normalmente são sempre humildes e sempre prontas para a paródia. Muitas bandas de cá, parecem o Axl Rose com prisão de ventre e não têm espírito de festa, e ficam num canto. Não percebo...

14- Palavras finais…

NECAS E DR. BANDIDO: CERVEJA!! MOTAS!! GAJAS NUAS!! NASCIDOS NO SEIO DA PODRIDÃO, SOMOS OS FILHOS DO DEGREDO!

www.myspace.com/reisdoasfalto

Entrevista da autoria de Marion Cobretti

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sábado, fevereiro 12, 2011

Entrevista realizada a Frágil pela Vice Magazine:

Vale mesmo a pena visitarem o site e lerem esta extensa entrevista:


http://www.viceland.com

Frágil foi vocalista dos Senisga, banda punk de Trás-os-Montes nos anos 80 e na década de 90 das bandas punk rock portuenses Speedtrack e Renegados de Boliqueime.
Actualmente, faz parte dos Motornoise, banda que se mantém no activo.




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Rock das Cadeias
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